O Google Ads passou por uma atualização importante — e pouco divulgada — que impacta diretamente a forma como anunciantes utilizam públicos personalizados e segmentações na plataforma. A partir de agora, o tamanho mínimo exigido para ativar públicos em campanhas foi reduzido de 1.000 para apenas 100 usuários ativos.
A mudança já consta na documentação oficial do Google e vale para todas as redes, incluindo Pesquisa, Display e YouTube. Na prática, isso amplia o acesso a estratégias de remarketing e uso de listas de clientes, especialmente para empresas com menor volume de tráfego.
O que mudou nas regras de públicos do Google Ads
Até recentemente, o Google mantinha critérios diferentes de elegibilidade dependendo da rede e do tipo de campanha. Campanhas na Rede de Pesquisa, por exemplo, exigiam no mínimo 1.000 usuários ativos, enquanto outras redes trabalhavam com limites distintos.
Com a atualização, essa complexidade foi eliminada. Agora, 100 usuários ativos dentro de uma janela de 30 dias já são suficientes para que um público possa ser utilizado em campanhas. Esse mesmo limite também passou a ser aplicado ao Audience Insights, ferramenta usada para análise de perfil, interesses e comportamento dos públicos.
Mais oportunidades para pequenos e médios anunciantes
A redução do tamanho mínimo representa uma mudança significativa para negócios locais e empresas com bases menores de clientes ou visitantes. Antes, muitos anunciantes ficavam impedidos de usar remarketing na Rede de Pesquisa por não atingirem o volume necessário, ficando restritos principalmente à Rede de Display.
Com o novo limite, essas empresas passam a ter acesso a recursos avançados de segmentação, aumentando as possibilidades de personalização de anúncios e eficiência das campanhas.
O que o Google considera um usuário “ativo”
O Google esclarece que os 100 usuários precisam ser classificados como ativos, ou seja, pessoas que interagiram recentemente com as propriedades do anunciante e puderam ser associadas a uma conta do Google.
Esse número não é fixo: ele pode variar ao longo do tempo, já que a plataforma avalia continuamente a elegibilidade dos públicos com base na atividade recente dos usuários.
Atualização reforça a estratégia de dados próprios
A mudança também está alinhada à estratégia do Google de incentivar o uso de dados primários (first-party data). Com o avanço de regulações como GDPR e LGPD e a redução do uso de cookies de terceiros, soluções baseadas em dados fornecidos diretamente pelos anunciantes ganham cada vez mais relevância.
Ao facilitar o uso de listas de clientes e públicos de remarketing, o Google fortalece esse modelo e consolida ajustes que vêm sendo implementados ao longo dos últimos anos, estabelecendo definitivamente o novo patamar mínimo de públicos em todas as redes da plataforma.